Pela manhã bem cedinho levantava-se e logo ao espelho do quarto corria olhar.
Maria era nova, bela como ninguém e não esquecia que saia avó e a sua mãe. Mas permanecia sem casar, os dias corriam e Maria, corria com eles.
Os seu cabelos ficaram brancos, sua pele ia ganhando rugas e seu sorriso... pois o seu sorriso já não era mais o mesmo.
Na rua todos se metiam com a Maria, o segredo da sua juventude queriam desvendar. Sempre magra, bonita e briosa, uma moça bem jeitosa. Ela não passava cartão! Maria andava intrigada com uma outro opinião.
Os dias iam passando e ninguém reparou que Maria deixou de passar.
Até que um dia...
Á porta de casa de Maria acabaram por ir tocar, para saber o que acontecia.
Ela estava cá com um outro ar...
Mas Maria! nem dá para acreditar!
Tudo que Maria cria era voltar amar.
Sorria, Maria. Sorria... Diziam todos sem parar!
Mas Maria não conseguia esquecer o traste que conhecia de ultramar.
Maria chegava ao espelho e não parava de chorar, o espelho não a podia estar a enganar.
Maria sabia que tinha de fazer algo para tudo mudar! Agarrou um soco, e partiu o espelho para não a atazanar.
Tanto que chorou a pobre tia… a Maria! Dizem ser sete anos de azar.
Quando saiu a rua Maria, todos começaram a perguntar alguns até gozavam.
Então Maria, estiveste com o espelho a namorar ?
Maria não respondia...
E continuavam atazanar Maria.
Até que um dia deixaram de a ver passar.
Nesse dia foram a casa de Maria, para ver se podiam ajudar! E o que se passava com Maria, para esta não ir trabalhar? Andavam todos intrigados.
Tocaram a campainha e não paravam de tocar.
Maria ficará surda, não era de esperar!
Quando Maria saiu de novo a rua, nem criam acreditar!
Parecia uma viúva pronta para namorar.
Estás velha Maria, deixa-te disso! Disseram todos a troçar.
- Maria disse sem hesitar: Se não fosse o novo espelho eu não sabia em quem acreditar.
Maria de Mais



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