Se fosse para escrever como todos os outros, não valeria a pena. Existe tantos escritores, milhões de ideias mas na verdade poucos ultrapassaram as barreiras pelas quais eu passei.
Se fosse para colocar qualquer coisa entre palavras não existiria o silêncio e eu não teria necessidade de saber colocar as palavras…
Nesta linguagem gestual, o caminho nos faz vibrar entre a lua e o mar, o caminho nos faz sol e montanha. O caminho nos faz entre os silêncios e ecos. O caminho nos dá asas, fazendo sorrir, rir e ir. Podemos voltar, dar a volta e nunca mais ficar, o caminho nos faz olhar o horizonte e não mais esperar.
Se, você olhar o olhar de outro alguém vai ver uma extensão desse caminho, desse horizonte!
Não apagamos nada, mas apreendemos a subtileza… aprendemos na incerteza as coisas certas.
Escrever é realizar o pensamento, é semear, fazendo brotar novas ideias e ideais…
Cair na realidade, criar consciência…
Não, não desejo escrever como todos os outros e desejo chegar ao ponto onde todo meu silêncio é, tão poderoso ou mais que todo o silêncio, desejo construir. Construir personagens, textos e regras, construir toda a minha criatividade e separar da realidade, desejo fechar os olhos e ver o que eu desejo, abrir também.
Tenho tantos desejos, que farei deles as minhas metas. Ao fim de tantos anos inverti os sentidos, descobri que o sentido estava errado… e ao meu lado sigo, abraçando com força os meus desejos.
Por entre os silêncios coloco palavras que ninguém entende mas que são poetização.
E eu profetizo, que de hoje em diante tudo será prosperante. Entre o meio da abundância gerarei a felicidade porque isto me faz plena.
Vieirinha Vieira



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