A tua morte meu amor! 

 Guardo no peito, a esperança dos espíritos e quem sabe de um dia voltar a olhar a tua essência.

 Amo-te, e no eterno de nós serás para sempre o amor, o amor que trago em mim e por mim, luto por este sentimento que sucumbe e vivo feliz como sei que sempre assim desejaste. 

 Luto pela mulher maravilhosa que sou e pelo amor que carrego em mim! Carrego no regaço da minha família a confiança e a aliança da vida. Foi bom amar-te e o quanto aprendi contigo… Luto por este sentimento que deixaste partir e parto sem que deixes de saber o quanto te amei. 


 A tua morte é um alívio, pois sei que estás onde sempre desejaste e eu voarei sobre o paraíso da vida, sorrindo. A tua morte é o que te dá vida e a tua vida é o ressuscitar da eternidade. 

 Como semeio o amor nesta partida e sorrio no exilar da juventude, onde o amor permanece para sempre…

Morri em ti no dia que tu morreste aqui, bem dentro do meu peito! Peito de flores que rego deste luto que rasgo e deixo que borboletas dance de novo. Brotando em mim vida e cumprindo todos os teus desejos.

 No dia que o amor morreu, não fui eu… que deixei a vida, foste tu que viveste na eternidade fria dos que nada sentem. E no calor da minha emoção, vivo a vida com o coração exorbitando de emoções plácidas da sabedoria.

 É na morte de um amor que outro nasce, e a cada recomeço que damos o real sentido há vida! 

Te amo! Te amarei… e serei o teu eterno amor, porque quem ama e é amado, nunca morre.   

 Hoje, é de novo primavera, porque da semente da tua morte nasceu uma nova árvore! 

Que reverbera.

                                                                                         Vieirinha Vieira ( Espírito das árvores )

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