Entre as vagas do fluente azul
minha alma ressalva a saudade
Minha alma leva para além da verdade
o momento do tom, fofo e puro da verdade
como se o toque arrepiasse cada órgão
e mãos provam gotas do pensamento.
Entre os vagos de sangue fluindo
as sensações!
Por entre os vagos do pores
as respirações!
Minha alma leva além da mentira
o momento em silêncio da verdade irrefutável.
Como se tocasse o vento no mundo.
e no pensamento memórias registradas apenas.
frias peças de puzzle por construir.
Frias sensações de um amor que queimou.
De uma fogueira que apagou
sobre as mãos duras da crueldade!
Sobre a cruel ditadura da verdade,
imposta na mentira.
Vagueando por entre ondas
do azul, céu!
Não mais serei eu…
construí um novo império,
passando entre o mistério!
Do que morreu.
Vieirinha Vieira



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