Não sei onde foram buscar a ideia de que o fato de escrever ditava isso como sendo um relato da
minha vida pessoal.
Mas esse facto não é de todo real!
É verdade que um intruso, ou seja…
Alguém sem escrúpulos e com intenções dúbias anonimamente não esperando ser reconhecido espalhou parte da minha intimidade.
Coisas pessoais! Não é menos verdade que essa pessoa ao fazê-lo só se denunciou.
A si e as suas intenções!
Depois de diversas pesquisas e conclusões, o silêncio começou a instalar-se … pois bem.
Dentro das mentiras muitas verdades, tão verdades que muitos se indignaram, outros se ofenderam existindo também os que se vingaram.
Não escrevo a minha vida pessoal ou de outros mais próximos, lamento as coincidências e também os cruzamentos de dados.
Se me conhecem, saberão que sou uma mulher sensível, criativa e honesta.
Não sou freira mas estou longe de ser puta. Também não sou lésbica e nem tenho nada contra quem é!
Sou alguém que se recusa a ser o que outros querem. Sou alguém que compreende e escuta mas que também sabe dizer adeus.
Não, não escrevo apenas a minha vida! Aliás, poucas das coisas que escrevo são a minha vida.
Até porque a minha vida tem sido a escrita.
Gosto de histórias e de explicar aos outros a crueldade do mundo perante a minha visão!
Gosto de viagens, e muitas faço-as no tempo.
Tenho defeitos e muitas características que me beneficiam.
Gosto de sorrir e em tempos de conversas, até descobrir que os livros também conversam e são de plena confiança.
Outros me ajudam e eu outros ajudarei… As palavras são sementes que não esquecerei!
Os gestos falam pelas suas sementes.
É muito importante regar nossas palavras mas mais importante é saber o que outros vão sentir ao ouvi-las.
Daí nasce o meu silêncio!
Estou a peneirar as palavras e escolher as sementes que deixarei brotar de hoje em diante.
Estou a fazer florir o novo mundo que quero abrir dentro de mim.
De hoje em diante e diante o mundo eu renascerei e serei apenas silêncios.



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