Ideias do meu imaginário
Cores, amores e universo!
Pensei que tinha um universo inteiro só para mim, e que a sua extensão infinita era preenchida com pouco mas no dia que tive essa certeza, encontrei uma estrela. Não. Não era uma estrela qualquer, era uma… uma estrela feita de pó mágico, daquelas magias que estava habituada a ver nas aventuras do Peter Pan, ela fazia-me voar, cheguei mesmo a acreditar no seu mundo mais que encantado.
Era um mundo assim: cheio de cor. Iniciava no rosa e suas diversas tonalidades e depois ia escorrendo pelo azul, azulam, negro.
No negro existiam muitas pintas de lixivia, como se minha mãe tivesse esquecido do frasco no céu e alguém por descuido o derramara. Naquela altura eu achava que todo o céu era azul céu, mas quando escureceu, fiquei com dúvida quanto a cor do céu e que céu era o tom do azul que todos os adultos falavam tanto.
Enquanto voava, via nuvens de diversas cores. Algumas animadas outras derramando suas dores. Uma verdadeira astronauta, uma viajante irremediável! Entre a doçura do algodão e a magia das pintas de lixívia eu alcancei a lua e nua prossegui…
Tinha o universo só para mim, e o pó mágico seguia assim. Leve, brilhante e emocionante!
A dada altura já cansada numa etapa demorada e com um sorriso aberto aparece na minha frente um astro bem desperto. Foi desde então que cantei esta canção:
O balão de sabão que desenhei ontem no sótão.
Foi ter comigo a lua …
Leve, solta e sorridente.
Tal como eu quando sou tua.
E isso me deixa tão contente!
Sobe sem olhar para trás
Não se permite rebentar
Onde eu fixei o olhar
Isso me dá paz.
Mas logo que acordei
Oh, rapaz.
Eram tantas as ideias
que me tornei capaz
De olhar as luas cheias
E não fazer só meias
Viajar descalço
E no céu traço
O meu almejar
Todos os dias volto
E começo o meu manjar
Namorar a lua no seu sepulto.



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