Já li Eça de Queirós, Camões, Miguel torga, Sophia de Mello Breyner, António Damásio, John Gray, Rhonda Byrne, Veronica Roth, Augusto cury, victor Frank, Daniel Goleman, Sónia Louro, Fernando Pessoa, Florbela espanca, Camilo Castelo Branco, Osho, Saramago, Mia Couto, José Luís Peixoto, Antero de Quental, António Lobo Antunes e muitos outros nomes, quer conhecidos como uns outros tantos desconhecidos. Quando menina via também televisão e brincava, fazia jogos entre a escola e outras coisas mais.
A originalidade provém do fato de querer apenas ser eu, descobrir o que significa esse eu e o que ele deve ou não fazer na vida. Numa vida onde temos ser médicos de nós próprios, professores de nós mesmos, criar as nossas próprias oportunidades… numa vida onde nada me parecia apetecível ao ponto de me dedicar compulsivamente mas ao mesmo tempo maravilhosa o suficiente para poder experimentar e me adaptar a todas as oportunidades da vida!
Valorar o meu eu com diversidade e encontrar em mim primeiro de tudo o valor como ser humano. Por onde passei procurei sempre dar o melhor de mim, arrancar de mim o melhor ser humano que conseguia, por vezes com dor mas com valor sem dúvida. Valor de quem pode, quem pode ser mais e melhor... Na leitura eu sempre procurei algo, algo que foi difícil encontrar. Hoje com a maturidade que tenho e experiência apenas desejo me aprofundar, no que poder ajudar, podem contar, fora isso… estou dentro de todo o conteúdo que navega em mim e construo-me assim de pequenos nadas que me fazem grande!
Viver é maravilhoso demais para perder tempo e energia com coisas ou pessoas que não vale a pena e foi na base da pena que os nossos antepassados da escrita nos deixaram histórias reais ou possíveis para que pudéssemos criar um mundo mais, um mundo mais dentro do padrão refletido e harmonioso. Quem sabe para que pudéssemos compreender que todos tem suas dores, suas alegrias, suas angústias. Que todos temos defeitos, feitios e efeitos. Que todos temos défices e potenciais. Que todos somos normais e até mais que normais, somos extraordinários.
Mas que apesar de todos os pesares, somos e seremos todos humanos e como humanos devemos dar valor a isso.
Porque é o primeiro diploma que recebemos quando nascemos, de seguida somos moldados pelos nossos pais e educação que estes nos dão, por último a sociedade, uma sociedade que fala por si só e ninguém deve nem pode falar por ela… ela é frágil e se ofende com facilidade não se importando na dor do outro, porque a competição, ganância, disputas deixa cego para o mundo do outro.
É bom mudar o nosso mundo e nos tornar quem desejamos, mas é maravilhoso quando além de ser quem desejamos conseguimos olhar o mundo do outro com carinho, sensibilidade e ternura.
Vieirinha Vieira



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