Tempos que corre,
Parada, focada no teclado,
não sei ainda de cor,
e a sensação dos meus dedos batendo em cada tecla,
Ainda tem sabor a raiva...
Raiva de quem tanto te quis
A raiva de quem tanto desejou proteger-te .
Raiva da impotência de quem não ficou indiferente!
Lá se foram anos...
ficaram apenas os danos.
E seus concertos!
Entre o ritmo, os espelhos.
As extremidades de quem posso ser...
e o querer desta vibração oscilante entre a tesão e o sentimento.
Com que frequência ?
Tudo que está FORA está DENTRO!
Os tempos correm! Só a morte está parada ...
não digas nada, o nada dizer, já diz tudo!
Por muito que faça, tente ou mude...
Só o tempo correu.
Tudo o resto na tua vida fui ...
NADA!
Vieirinha Vieira (PARADA NO MOVIMENTO)
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