Titulo : As quatro divergências que convergem
Tinta acrílica / retrato
medidas : 1,50 x 60
ano de 2024/2025
Fala-nos de uma perceção minha sobre o mundo e a verdade, é o espectro de possibilidades da humanidade, entre o imenso ruído dos silêncios e os gritos que fazem questão de não ouvir. É a loucura da humanidade representada em três cores : o branco, o preto e a raiva... (vermelho)
É quando existe uma verdade e milhões de opiniões. É quando existe uma mentira e milhares de isenções.
O trabalho foi executado para preencher uma parede que me ocupa o pensamento, mas num local onde me permite deixar o ócio passear sobre ela.
Tenho o desejo de deixar um mundo melhor , mas também carrego muitos dias de trabalho intenso, dias em que baixar os braços e simplesmente ir parece, por vezes ,a única opção. Talvez seja precisamente dessa contradição que nasce este trabalho: do desejo de continuar, mesmo quando parece tudo tão inútil, mesmo quando cansaço nos convence de que parar seria mais fácil .
Poderia ter feito apenas uma moldura . poderia ter feito seis ou até nove. Mas são quatro, porque cada uma delas representa estações, espaços similares . elas podem dançar entre si na troca de posicionamento, o da foto é apenas uma variável.
Quatro momentos distintos que não procuram ser iguais, mas que encontram entre si pontos de contacto, tensões e convergências.
"As quatro divergências que convergem" nasce assim , desse conflito entre o que pensamos , o que sentimos e aquilo que escolhemos ver.
/RESPONSABILIDADE) Das diferentes formas de interpretar, negar, aceitar ou distorcer aquilo a que chamamos verdade.
Porque é lá que a humanidade existe - entre aquilo que é , aquilo que acreditamos que seja e aquilo que escolhemos não ouvir.
E talvez convergir não seja chegar ao mesmo lugar, mas reconhecer que existem diferentes caminhos para lá chegar.
Autora - Vieirinha Vieira



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