Entre copos: Do meio cheio ao meio vazio.
Podemos fazer um balanço entre o drama e a comédia. com toda a certeza o tráfego é motiva para invadir milhares de páginas, escrevendo e degustando o assunto.
Entre andar a pé, metro, autocarro, carro, comboio e avião não faltaram situações caricatas, algumas tem em comum a estupidez outras a negligência e há até as que não passam de correrias cegas pelo nada da existência, acabando muitas vezes em verdadeiras tragédias.
Algumas vezes pregunto a mim mesma pela sobriedade do meu consciente, achando até que se não soubesse que não tinha bebido, podia dar como facto consumado o excesso.
Vejamos, numa filha de Quilómetros passar até ao plutão da frente, dar o pisca como se ninguém se tivesse apercebido, levantar a mão amavelmente. Ao contrario do que possa parecer, este levantar de mão não se trata de agradecer e ser delicado e sim uma forma de dizer vá, dá ai um jeitinho, que eu desejo meter aqui!
Mas afinal cada um faz o que quer ? Aqueles que arriscam transgredir são os inteligentes da praça? Os saloios... esses cumprem regras e andam estes gabarolas de café em café levantando bandeiras na cara dos otários. Tempo é dinheiro e o sonho dos dias de hoje é ser rico mesmo que por dentro seja como o sino na Igreja, tão oco! A diferença é que este não tem hora de bater. Algumas vezes arrisca-se andar de contra a mão, porque na selva de alcatrão, é salve-se quem poder.
Mas que humilhação senhores automobilistas.
Mesmo que meu idealismo consiga compreender a pressa do palerma na verdade a indignação das horas para chegar até ali deixa-me com cara de... muitas vezes nem eu sei qual a cara que deva fazer. Civismo! Olho o reflector e sinceramente não entendo!
Muitas vezes rio de mim mesma outras concluo que a meditação não esta a ser o suficiente. Ligo a música para me abstrair mas o mais certo será distrair e tudo acontece num ápice.
Ligar os quatro piscas nesta sociedade dá-nos direito a tudo ou quase tudo, como é bom relembrar os direitos sem pensar na repercussão das consequências nem responsabilidades.
Reparo:
Em alguém muito próximo dos semáforos, estando este na posição verde, pela lógica concluiu que esta vermelha para os piões.
E assim foi o pensamento do senhor condutor, mas ... E não é que estes decidem atravessar!
Fico a pensar se o semáforo estava avariado pela forma esbaforida com que o peão fica a bracejar da velocidade do veiculo, pondo em causa o potencial de visão do senhor condutor, pois este encontrasse sobre uma passadeira. E eu pergunto a mim mesma: Oh alma e o amor à vida?
O carro mata minha gente! O carro é uma arma na mão de milhares de pessoas e quanto a saúde mental, para muitos de nós é uma incógnita... Até porque não tem tempo nem horário na agenda para se cumprir o tempo. E a loucura muitas vezes é momentânea. E o que é certo rapidamente se torna incerto.
Uma visão do tráfego com toda a subjetividade que podem constatar por todas as ultrapassagens e paragens feitas no decorrer desta caneta. Às vezes em bora raras, contra a mão!
E qual de nós não esteve já dos dois lados? Entre a comédia e o lirismo que só a desgraça sustenta. Sou uma analista mas no ativo.
Vieirinha Vieira (CURSO DE CRÒNICA) Nota : 0/100 = 84%
BLOCO VI , Tipologias da crónica na tradição do Brasil.



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