Como um Rio

 Sempre fora uma mulher de sentimentos fortes
Carregava-os na ponta da língua
Escorria muitas vezes pela raiva da injustiça
Mas a determinada altura baixara a guarda
O amor não pode ser difícil
Ele deve ser uma corrente entre duas margens
E muito embora tenha os seus mistérios
Não pára de correr.
Sempre fora uma mulher de sentimentos fortes
E não é que deixasse de o ser
Mas agora eles corriam nas profundezas das suas veias
E a meias com a corrente da vida
Ele era o laço que deixa bater em cada margem
A liberdade do vento
E o alento do sentimento batia
Como se essa fortaleza acabasse um dia
Por vir abaixo





Concerto

 Todas as melodias que ressoam as paredes do corpo sabem ao toque do músico, e se por ventura deixar de lado a melodia foi porque não sabia o músico tocar o instrumento.

                                                                                          Vieirinha Vieira  (Livro Sinfonia de Amor pag. 178, 179 - SUI GENEREIS)

Comentários