MAR-DE-BRUMA
Pairava em mim o mistério mas nada conseguia ver
Para lá da dor que sentia no mais profundo do meu ser
Tudo era tão falso, tudo era tão sem explicação...
Nada batia certo para lá da certeza da palavra Razão
Crescendo dentro das incertezas o mistério crescia comigo
Mas o rochedo nunca fora meu amigo
Entre ondas e mares
Fui com os meus próprios pés
Até ao precipício
Nada era como no inicio
E tudo chegaria a um fim
Mas um dia fez-se em mim
A magia que o vento faz
A bruma foi embora e o tempo me desfaz
Vieirinha Vieira (Mar-À-Tona - Mar de Bruma Pag.102. Edições Poetas Poveiros e amigos da Póvoa, Modocromia)



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