Não, não posso acreditar, quando fecho os olhos ainda vejo aquele olhar. Não, não posso. Não acreditaste em mim, não deste uma oportunidade, não quiseste conhecer.

Diz-me: Como foste capaz de matar um sentimento tão belo? Só existia um sim, mas assim, não posso continuar... Porque transformas-te tudo na impossibilidade. Porque não és capaz de ouvir um não? Não aguentar ser contrariado! Queres vencer a tua a todo custo, lamento desiludir-te mas vais pagar caro o teu erro, tal como eu tenho pago os meus, não suportando o silêncio? De dia para dia nasce em ti uma semente, dá-lhe vida .

Não foste capaz de olhar meus olhos de novo e fazer tudo para ver neles a verdade.

Não conseguia sentir no veludo da minha voz o meu apelo. És pedra, frio, desumano, torturador. Essa dor vai cair sobre ela. Vai humilhar-se e rastejar , fizeste-a mendiga mas eu salvei-me  serei feliz.

Sempre te direi um não! Por amor. Não quero a tua pena e muito menos a pena dela, quero justiça. Presentemente não te assustes apenas transformei-me no teu espelho e sem dor, clamor ou humanidade seguirei o teu conselho, invencível me tornei.

Sim, era a resposta que nunca teria sido precisa. Se fizesses tu parte da minha vida pois para os amantes não existe esse tipo de questão.

Eu sei, hoje eu sei...

Não, tu nunca amantes

Não digas nada dos teus jogos e brinquedos

As ações marcaram o passado, construíram o futuro como presente deixa-te claramente um não...Não!


Vieirinha Vieira (Jornada 2 - Pedro Chagas Freitas)


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