Olha-me com as tuas mãos
E sente como consigo ver-te!
Não estas presente na minha mente,
Olha todos os sentidos
Onde te encontras vivo...
E num paladar amistoso
Tomo o gosto do teu cheiro
E sinto-me inteiro.
O amor nas mãos!
Como nas noites
Como nos dias
Quentes ou frias
Duas almas que não vivem
Sem se olhar
Com seus sentidos
Com seu amar
Com as direcções opostas,
Apostas...
De uma para a outra,
Num para sempre sem fim.
Numa eternidade.
Maria de Mais (Colectânea Lusófona de Poesia e Prosa Poética - Delírios de Verão da pag. 335 até a pag. 339)



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