Horizonte

Entre as batidas
O fechar dos olhos
E o aquecer do coração
Entre o espalhar das águas
O sol e toda emoção.
A longevidade
E sua latitude
A profundidade com a sensação
De consciência deserta e certa
Presença de humanos
Sozinha perscruta a linha serena do mar
Num turbilhão de aflições
Gélido tempo que o sol faz questão de aquecer
Espelhado seu fogo nas aguas
E cegando a vista
Fazendo ver
Reflexos que podem cegar
Protecções a criar
Entre criaturas
Do real ao imaginário
Do interno ao externo
Só eu que sou
Ao eu que se imagina
Da fugacidade da vida
A linha da eternidade
Para além
De estar aqui
Estou em todo lado
Com reflexos
Da extensão
Do eu que partilho
E até onde
O além chegará.

                                        Vieirinha Vieira ( Antologia Comemorativa Dia internacional da Mulher - Mulherio das Letras Portugal, Poesia. Pag. 193 e 194.)

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