Quando voltamos ao trabalho no dia seguinte e todos os dias tem um dia seguinte até que o seguimento é interrompido.Como provar o que não tem provas nem verdade ou mentira.
Chamaram-me! E eu de imediato ocorri.
Todos olhavam abruptamente no ar de mistério e junto com ele a negação, era próprio a negar.Pela incerteza pela certeza! Todos estavam nervosos e era bem visto numa situação com aquela normalidade mas quando afirmo que todos sabemos que era normal também sabemos que existe sempre uma ou outra pontualidade.
Maria olhava Jonas constantemente, esta observava com minúcia e ele parecia nem se incomodar. A certa altura, alguém gritou!
Já está
E fora o reboliço na sala.
Maria encolheu os seus olhos abruptos, fez deles uma ambiguidade tímida Jonas finge não ver e dirigi-se ao cão, mesmo sentado entre Maria e Madalena. Passa-lhe a mão e segue. Este feliz não deixa de demonstrar e com subtileza lá vai.
Minutos depois, é espelhado o horror:
Já estava!
Havia um lado obscuro em cada um deles e todos até ao momento eram suspeitos.
Afinal quem morreu?
Ninguém sabe...
Mas as imagens revelam que existe outro alguém.
Mas Como assim outro alguém
O suposto seria o isolamento, o que outro alguém fazia numa sala fechada, onde só eu sabia o código
Pelos vistos não era só eu, pelos vistos não estava sozinho
E aquele grupo parado e aquele aglomerar de pessoas, o cheiro da incidência das horas, dos nervos do acumular da pressão
Mas qual deles fora
Olhava-os um a um pelas câmaras e perguntava se sequer suspeitavam da vigilância.
O que diziam os olhos de Maria e o que interpretava Jonas, foi aí que foi desvendado o mistério: O segurança!
Mas eu sou o segurança.
E eu o único culpado. Estou a ficar louco! Eu sou o único com o código, eu sou único aqui sentado em frente as câmaras. Eu posso apagar os registos, mas porque o faria?
Não fui eu, ou fui... não me lembro!
Mas todos me olhavam e hoje preso nas memórias lembro a dor da injustiça e o alivio quando o inspector entra na sala e diz:
O chefe? Ele fugiu. Apanhou o avião esta manha e encontrasse em paradeiro desconhecido.
No céu o enfarte da loucura a solidão.
Vieirinha Vieira ( 50 Melhores Contistas Contemporâneos)



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